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Quais são os impostos que uma empresa deve pagar?

Gerenciar uma empresa é uma função que carrega uma série de preocupações. Além do atendimento ao cliente, dos planos estratégicos, da gestão financeira, e de uma série de burocracias, um empreendedor precisa arcar com uma carga tributária muitas vezes bem pesada.

 

Se você está pensando em abrir seu próprio negócio mas ainda não sabe quais são os impostos que uma empresa deve pagar, tudo bem! Escrevemos este artigo justamente para explicar como funciona a tributação para pessoas jurídicas no Brasil.

 

Cabe mencionar que a incidência de impostos depende em grande parte da atividade econômica que seu empreendimento irá exercer e que as taxas variam drasticamente de acordo com o seu setor de atuação.

 

Se você quer saber mais sobre a carga de impostos que uma empresa deve pagar, como cada taxa se altera conforme o regime tributário escolhido e diversos outros detalhes sobre a tributação brasileira, siga com a gente até o fim deste texto!

 

Tenha uma boa leitura!

Como funciona a carga de impostos em uma empresa?

Como já dissemos, mas vale a pena aprofundar, os impostos que uma empresa deve pagar podem se alterar conforme ela mudar de atividade econômica. Além disso alterar algumas das taxas obrigatórias, também há algumas mudanças nas alíquotas de cada tributo.

 

Por exemplo, uma empresa de serviços e um comércio, ambos com a mesma faturação e lucro anual, mesmo tipo societário, podem pagar valores diferentes de impostos devido às suas diferenças de ofício.

 

E como você pode perceber pelo exemplo, a receita bruta e o lucro podem ser base de cálculo para alguns impostos e tudo depende também do regime tributário em que sua empresa se enquadra.

 

Os regimes tributários são três tipos de enquadramentos tributários, alguns que podem estar elegíveis para determinados tipos de negócio, outros não. Cabe ao empreendedor conhecer suas opções e calcular qual o regime mais vantajoso financeiramente.

 

Antes de saber sobre os modelos de enquadramento fiscal, porém, é preciso conhecer cada um dos impostos que uma empresa deve pagar. Confira:

Quais impostos preciso pagar?

Primeiramente, cabe mencionar que existem alguns tributos que toda e qualquer empresa precisa pagar, independentemente de unidade federativa, de porte empresarial ou de atividade econômica exercida. Veja quais são:

 

  • Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ): o chamado “leão” é recolhido para os cofres federais, e pode ser cobrado tanto sobre o lucro quanto sobre o faturamento, a depender do regime tributário;
  • Programa de Integração Social (PIS/PASEP): uma contribuição mensal paga para sustentar benefícios como o Seguro Desemprego;
  • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins): mais um imposto federal de natureza trabalhista. É utilizado para financiar programas sociais;
  • Previdência Social (INSS): recolhimento voltado para o pagamento de aposentadorias e auxílio-acidente, auxílio-doença e outros benefícios do trabalhador;
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): Também ajuda a financiar a seguridade social e é cobrado sobre o lucro líquido, como o próprio nome afirma.

 

Além desses tributos que são direcionados aos cofres da União, também existem impostos cobrados em diferentes esferas, ou que podem nem ser cobrados de acordo com sua atividade econômica. Veja a seguir os principais:

 

  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS): recolhido mensalmente dentro de cada estado, o ICMS é cobrado na maior parte das atividades econômicas, e suas alíquotas variam de acordo com o produto ou serviço;
  • Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS): cobrado em esfera municipal, este imposto, como o próprio nome afirma, é voltado para o setor de serviços
  • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI): cobrado sobre produtos nacionais e importados, com diferentes alíquotas. Pode ser alterado a todo tempo com objetivo de estimular ou frear determinados comportamentos de consumo do mercado.

 

No geral, esses são os impostos que uma empresa deve pagar. Vale mencionar que alguns ramos empresariais podem ter impostos adicionais, ou podem também ser isentos de determinadas taxas, conforme o regime tributário em que um determinado negócio está enquadrado. 

 

Aprenda agora quais são os três modelos de enquadramento fiscal que existem no Brasil!

 

Leia também: Perdi o prazo de adesão ao Simples Nacional, e agora?

O que são os regimes tributários?

Os regimes tributários são modelos de tributação em que empresas podem se enquadrar com objetivo de se tornarem elegíveis a certos incentivos fiscais, ou simplesmente para reduzir sua carga tributária total. 

 

Geralmente, empresários de diversos setores econômicos buscam apoio especializado de um contador para calcular qual o regime mais vantajoso financeiramente. Confira quais são:

Lucro Real

O Lucro Real é o regime tributário ao qual toda empresa brasileira (ou estrangeira que opera em solo brasileiro) está elegível. 

 

Ele é obrigatório, porém, para qualquer organização que tenha faturamento anual superior a R$ 78 milhões, assim como para instituições financeiras de qualquer porte.

 

Os impostos federais são cobrados neste regime com base no valor real de lucro calculado, com base em todas as operações contábeis da empresa. 

 

Ou seja, é exigido de empresas deste regime que emitam demonstrativos financeiros que comprovem os valores de faturamento e despesas operacionais, para que se tenha medida do valor mensal de lucro bruto.

 

É uma opção bem trabalhosa, portanto, mas pode ser vantajosa para instituições que estejam trabalhando com margens apertadas de lucro, ou até mesmo em prejuízo. Vale a pena, porém, estudar as possibilidades seguintes.

Lucro Presumido

Em oposição ao modelo de tributação anterior, o Lucro Presumido não exige os cálculos de faturamento e despesas para que se defina a tabela de alíquotas que uma empresa deve pagar. Se seu negócio se enquadra neste regime tributário, os impostos são calculados a partir de um valor presumido de lucro, que é tabelado conforme sua atividade econômica.

 

Essencialmente, o Lucro Presumido é uma versão simplificada do Lucro Real, já que também serve para efetuar o cálculo do IRPJ e da CSLL. 

 

Vale constar, porém, que quem se enquadra neste regime pode estar elegível a certos incentivos fiscais e benefícios na tributação da distribuição de lucros.

 

Se a receita bruta de uma corporação excede R$ 78 milhões em um ano, no entanto, ela torna-se inelegível ao Lucro Presumido, sendo obrigada a adotar o Lucro Real.

 

Leia mais: Reforma tributária – como vai afetar os médicos?

Simples Nacional

Por fim, chegamos no regime especial do Simples Nacional. Um modelo de tributação exclusivo para microempresas ou empresas de pequeno porte, ou seja, cujo faturamento anual não ultrapasse R$ 4,8 milhões, o Simples foi criado em 2006 com o objetivo de simplificar o pagamento de impostos de empresas menores.

 

Exatamente! Além de trazer uma tabela de alíquotas extremamente vantajosa para empresas de porte menor, este regime tributário torna o pagamento de todos os impostos muito mais simples, o que novamente explica o nome do regime tributário.

 

Essa agilidade vem do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), que é uma guia unificada pela qual um empresário pode mensalmente pagar todos os tributos que incidem sobre sua empresa.

 

Conte com o apoio de uma contabilidade digital na gestão dos seus impostos

A melhor forma de lidar com o pagamento de impostos de uma empresa é contar com o apoio especializado de uma contabilidade digital, que permite que você acompanhe remotamente todos os seus débitos e mais uma série de aspectos financeiros do conforto da sua casa ou do seu espaço de trabalho.

 

Sendo assim, venha conhecer a PBA Contabilidade! Trabalhamos sempre com foco em trazer mais facilidade e mais resultados positivos para os nossos clientes, oferecendo serviços de qualidade no setor financeiro e tributário. Entre em contato conosco e saiba quais dos nossos serviços se adequam às demandas da sua empresa.

 

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